Outro dia li este post (https://lnkd.in/dc93FRXH) da Camila Farani que me fez refletir um pouco sobre nossas experiências no ramo da consultoria de segurança da informação. No mundo dinâmico do empreendedorismo onde pequenas e médias empresas (PMEs) e startups navegam, a liberdade das amarras regulatórias das grandes corporações se apresenta com um paradoxo revelador.
Ainda que startups e PMEs tenham em boa medida perfis e culturas diferentes, a agilidade e flexibilidade são vantagens incontestáveis; por outro, surge uma vulnerabilidade latente aos riscos, particularmente no que tange à segurança da informação.
Como fundador da Shield Consulting, observo que as PMEs e startups frequentemente subestimam a gestão de riscos em segurança da informação, encarando-a como o monstro do lago Ness: muito comentado, mas pouco visto.
Esta é uma percepção que urge mudar. A gestão de riscos não deve ser apenas o leme que evita o naufrágio, mas o compasso que aponta para novos mundos de oportunidades e crescimento seguro.
A análise de perdas operacionais em no sistema financeiro (por exemplo) mostra que os desastres significativos são raros, mas suas consequências podem ser avassaladoras. Aprender a distinguir entre as ondas que podem ser surfadas e aquelas que devem ser contornadas é uma habilidade crítica.
E é nesse discernimento que a arte da gestão de riscos se revela. Exigindo mais do que fórmulas prontas, demandará criatividade, intuição e ousadia, adaptando as estratégias ao contexto único de cada empresa.
As PMEs que fazem sua gestão de riscos em segurança da informação serão aquelas que, no futuro, vão contar as histórias de suas jornadas não como capítulos de alertas e prevenções, mas como epopeias de sucesso, onde cada escolha, cada risco assumido, foi um passo calculado rumo à liderança de mercado.
É com essa mentalidade que, em minha trajetória com a Shield, sempre busquei incutir em nossa cultura e nos serviços que oferecemos: transformar a segurança da informação em uma ferramenta estratégica e cultural nas empresas, não apenas para proteger, mas para possibilitar o crescimento sustentável e a inovação.
A gestão de riscos, portanto, não é apenas uma necessidade; é uma manifestação de liderança, visão e a capacidade de transformar desafios em diferenciais competitivos.
Sonhar grande e arriscar com consciência são marcas dos que não se contentam em apenas participar do mercado, mas desejam liderá-lo.
Filipe Villar - Director at Shield Consulting
Information Security Management Executive | Cybersecurity
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